O neném ensaboado, risonho, aprendendo a andar. O menino sardento, uma infância saudável, normal. Não para ele. O garoto não queria crescer.
“Na época de escola, de garoto, era o último em tudo. Não podia ficar na frente de ninguém que atrapalhava”, lembra o goleiro Doni.
Então, propôs aos pais. “Vamos ao médico, um remedinho pra parar de crescer, já cresci muito”.
Ouviu um não providencial. “Ainda bem que eles não fizeram, porque a altura ajuda muito”, comemora Doni.
Um metro e noventa e quatro. Goleiro. Nome? Foi difícil chegar a um consenso. “E aí, depois de tanta confusão, tantos nomes que apareceu, chegou-se a uma conclusão de colocar Doniéber”, disse a mãe.
“É um pouco complicado, é um nome diferente, acabei sofrendo um pouco na escola”, confessa Doni.
“Pegou Doni, de Donizete, e eber, de Cleber”, explicou a mãe.
“Escolheu um pouquinho mal meu nome, meio complicado, mas eu gosto, não tenho nenhum problema com isso”, ameniza o goleiro.
Queria ser jogador. Tinha tamanho de goleiro, mas não queria ser goleiro. “Sempre com intenção de ser um jogador de meio de campo, atacante ou um defensivo. Ele nunca queria ser goleiro”, lembra o pai.
Doni pediu ao pai para levá-lo a um teste em um clube. Seu Antônio topava, desde que fosse pro gol. “Aí ele falou: ‘Não, no gol eu não vou’. Aí eu falei: ‘Então você vai ficar em casa porque no meio eu não vou perder tempo’”.
E Doni topou. Tentou o Guarani. “Ficou 15 dias, não quiseram ele”, conta o pai.
Rio Branco de Americana. “Também não quiseram. Chegou a fazer teste na Portuguesa de Desportos 15 dias, ficou no Santos 15 dias”.
O pai não desistia. Contratou um treinador de goleiros só para Doni. “Ele explicou que tinha um filho, queria investir no menino, pra ver se haveria possibilidade, menino alto”, revela o treinador de goleiros Chibarro.
Cair, levantar. Cair, levantar. É vida de goleiro. Foi assim a vida de Doni, feita de muitas quedas, dos 12 aos 18 anos tentou sem sucesso lugar num clube. Também, quando conseguiu, o voo foi alto e rápido.
No Botafogo de Ribeirão Preto, enfim, aprovado e quase não parou no time júnior. “Quando profissionalizou, aí foi rapidinho”.
A carreira de Doni está nas mãos da mãe, Dona Rose. “Tenho algumas (camisas) do Corinthians, eu tenho do Cruzeiro, eu tenho do Juventude e algumas da Roma”.
O lugar na Copa do Mundo, ele começou a conquistar na Copa América de 2007. Foi impecável. Defendeu pênalti e o Brasil foi campeão. O garoto cresceu mesmo.
Destino de Doni na Roma será decidido na sexta-feira
Goleiro pode ser emprestado ao Genoa até o final da temporada
Na Itália, há previsão de mudança de ares, e por que não de área, para o goleiro Doni da Roma. No clube da capital desde 2005, o brasileiro hoje é reserva do compatriota Júlio Sérgio e estaria querendo buscar novos desafios na carreira, apesar da grande identificação com os Giallorossi.Goleiro convocado para a Seleção de Dunga no Mundial 2010, Doni está sendo cotado para ir para o Genoa, que em troca cederia o também goleiro, e português, Eduardo pelo resto da temporada 2010-11.
Segundo o site PianetaGenoa1893.it, o destino de ambos deve ser decidido na próxima sexta-feira, 28, quando representantes da Roma e do Genoa se reunirão para discutir a troca momentânea de goleiros, que futuramente poderá ser definitiva.
Segundo o site PianetaGenoa1893.it, o destino de ambos deve ser decidido na próxima sexta-feira, 28, quando representantes da Roma e do Genoa se reunirão para discutir a troca momentânea de goleiros, que futuramente poderá ser definitiva.
Carreira
Revelado nas categorias de base do Paulista de Jundiaí, Doni começou como profissional no Botafogo, de Ribeirão Preto, time do interior de São Paulo. Jogando pelo Botafogo, destacou-se no Campeonato Paulista de 2001, com atuações destacadas em que defendeu alguns pênaltis, conquistando o vice-campeonato paulista daquele ano e também ganhando um prêmio de revelação do campeonato.[2] De lá foi para o Corinthians no mesmo ano, onde também ganhou títulos, como o Torneio Rio-São Paulo (2002) e aCopa do Brasil (2002). No campeonato brasileiro de 2003, Doni era o grande nome para receber o prêmio Bola de Prata, da revista Placar, mas em um jogo contra o Santos agrediu fisicamente o jogador Fabiano, ficando muitos jogos sem atuar e acabou perdendo o prêmio para Rogério Ceni. Teve uma breve passagem pelo Santos, apesar de ter sido bastante criticado pela mídia da capital.
Após breve passagem pelo Cruzeiro, Doni jogou pelo Juventude, do Rio Grande do Sul, onde conheceu o zagueiro Antônio Carlosque o recomendou para a Roma-ITA, sua equipe atual. No futebol italiano, conseguiu maior reconhecimento. Com boas defesas e em boa fase, se cogitava até em uma possível cidadania italiana para ser reserva de Buffon na seleção Italiana, caso Dunga não o lembrasse em sua lista, porém acabou sendo convocado à seleção brasileira. Nesta, foi campeão da Copa América 2007, defendendo pênaltis também. Em 2007 também ficou no ranking dos melhores goleiros do Mundo, feito pela IFFHS.[3] Embora com toda essa boa fase vivida e o tamanho reconhecimento no exterior, Doni continuou sendo alvo de críticas no Brasil, onde sempre foi muito perseguido.
Em 2009 teve uma contusão no joelho, o que impediu de ir para a Copa das Confederações daquele ano. Recuperado, teve problemas com seu time AS Roma pois foi vetado para jogar na seleção brasileira, nos amistosos contra a Inglaterra e Omã. No entanto, Doni não concordou com o veto e enfrentou a diretoria do clube, indo para os amistosos. A partir desse desentendimento, passou a ser reserva de outro goleiro brasileiro, o Júlio Sérgio. Esse fato foi lembrado por Dunga no dia 11 de maio de 2010 na sua convocação para a Copa do Mundo, onde Dunga disse ter sido uma atitude de patriotismo.[4]
| “ | O Doni só está na reserva da Roma, porque, no amistoso contra a Inglaterra quando eu o convoquei, a Roma pediu para ele não ir, mas ele por patriotismo e paixão, foi para a Seleção, como eu poderia deixar ele de fora da lista? | ” |
Aos 30 anos, Doni disputou sua primeira Copa do Mundo.
Após a derrota para a Holanda nas quartas de final, Doni voltou a Roma, terminando o ano novamente na reserva. No fim de 2010, Doni figurou na lista dos melhores goleiros da década feita pela IFFHS.[5]
Logo no começo de 2011 retornou à titularidade da Roma em uma partida contra o Bologna pela 22ª rodada do Campeonato Italiano, no dia de estréia do técnico Vincenzo Montella, o qual apostou no goleiro novamente. Com boas atuações, voltou a figurar a escalação da Roma como goleiro titular.
- Posição:
Goleiro
- Nome completo:
Doniéber Alexander Maragon
- Data de nascimento:
22/10/1979
- Local de nascimento:
Jundiaí-SP (Brasil)
- Altura: 1,94 m
- Peso: 89 kg
- Títulos:
1 Rio-São Paulo (02)
1 Copa do Brasil (02)
1 Paulista (03)
1 Supercopa da Itália ( 07)
2 Copas da Itália (06/07, 07/08)
1 Copa América (07)
.
- Muitos Falam Mal.. (-sim)
- e dai? ele é o melhor .. apesar de tudo ele vai continua sendo o Doni (A muralha)... aquele que não deixa passa uma bola.. o anti-penalty Ele não é Bom naquilo que faz .. Ele é Otimo.. Afinal Ele faz com prazer .. pois sab q no fundo tem pessoas como eu que jamais vai esquece-lo ... e Sim ama-lopor toda vida *-* Te Amo Doni \o/
"Em casa", Doni sonha em encerrar carreira na Roma
Thiago Tufano
Sem nunca ter sido unanimidade entre os torcedores brasileiros, o goleiro Doni curte a vida na Itália, onde defende a Roma desde 2005. A identificação com clube é tanta que o camisa 32 acaba de renovar contrato por mais cinco temporadas e, já aos 29 anos, faz planos de encerrar a carreira na equipe.Em entrevista ao Terra, o jogador afirma que não se importa com as críticas dos brasileiros. "Aqui na Itália não me preocupo com isso. Já ganhei a confiança de todos por aqui", afirma Doni.Diferente de muitos boleiros brasileiros que têm grande sucesso no futebol europeu, mas que gostariam de entrar em campo pela última vez na carreira vestindo as cores dos times que os consagraram, Doni pensa diferente. O goleiro quer "pendurar as luvas" na Itália."Voltar ao Brasil só para morar mesmo. Sinceramente quero encerrar por aqui mesmo. Quando cheguei sabia que ia ser difícil porque eu era desconhecido. Ninguém acompanha o futebol brasileiro. Só acompanham quem joga na Seleção ou na Europa. Cheguei como terceiro goleiro e sempre sonhei em um dia ser titular. A gente sempre sonha, mas não pensei que fosse tão rápido", comemorou o arqueiro, formado pelo Botafogo-SP.Atualmente, Doni vive um momento distinto na Roma. Com apenas duas vitórias em dez partidas no Campeonato Italiano, a equipe comandada por Luciano Spalletti vive situação complicada na classificação, enquanto que na Copa dos Campeões, o time da capital italiana é segundo colocado no Grupo A, atrás apenas do Chelsea, adversário que foi derrotado pela própria Roma na rodada passada.Doni acredita que esse péssimo momento no Italiano ocorre por conta das várias contusões que os titulares da Roma sofreram no início da temporada. "Passamos por isso e agora está todo mundo voltando. O treinador estava com dificuldades para escalar. Chegamos a jogar partidas que não tinha nenhum zagueiro e tivemos que colocar dois laterais e isso atrapalhou. Começamos o ano mal e o psicológico fica abalado, mas aos poucos estamos tentando melhorar".Os reservas de Doni também são brasileiros: Júlio Sérgio, ex-Santos, e Arthur, ex-Cruzeiro e Coritiba. O fato é que a Roma é praticamente dominada pelos brasileiros. Além dos goleiros, a equipe conta com Juan, Cicinho, Filipe, Taddei e Júlio Baptista."Aqui isso é normal. A Roma tem tradição em contratar brasileiros, então sempre temos as portas abertas aqui. Os times sempre procuram brasileiros. Mas tem jogadores de todos os lugares do mundo. A Inter de Milão, por exemplo, se tem italianos, são muito poucos. Mas isso (de ter muitos brasileiros) é muito bom, principalmente para nossa adaptação", admite.Confira a entrevista na íntegra:Terra - Há quatro anos na Itália, você já está totalmente adaptado com o futebol e com a cultura?
Doni - Já me sinto em casa. É o quarto ano aqui e já estou bem adaptado com a cultura, com o clube, com futebol europeu. O início foi bem difícil porque o dia-a-dia é diferente e o futebol é bem diferente. Quando cheguei, tinha poucos goleiros do Brasil na Europa, não era com é hoje. Naquela época tinha um pé atrás, mas aos poucos fui ganhando uma confiança. É legal isso de ser um dos primeiros goleiros brasileiros na Europa. É sempre um início complicado. Um dos que abriram as portas foi o Dida. Hoje os goleiros chegam bem mais tranqüilos, com mais moral.Terra - Mesmo em um time grande como a Roma, você ainda sonha em jogar em algum outro clube do mundo?
Doni - Estou muito bem aqui, bem adaptado com a cidade, com clima. Minha família está muito bem. Acabei de renovar por mais cinco anos. Pretendo ficar e encerrar minha carreira por aqui. Já estou com 29 anos. Voltar ao Brasil só para morar mesmo. Sinceramente quero encerrar por aqui mesmo. Se eu tiver proposta para parar e se o Botafogo-SP tiver a oportunidade de me contratar eu iria para ficar alguns meses. Renovei agora e quando chega no momento de renovar acabam te ligando. Mas nunca dei muito espaço para especulações e sondagens. Não vou falar os times que entraram em contato comigo porque isso dá polêmica. Quando cheguei sabia que ia ser difícil porque eu era desconhecido. Ninguém acompanha o futebol brasileiro. Só acompanham quem joga na Seleção ou na Europa. Cheguei como terceiro goleiro. Sempre sonhei em um dia ser titular. A gente sempre sonha, mas não pensei que fosse não rápido.Terra - O que está acontecendo com a Roma nesse início de Italiano? Quais são as dificuldades que o elenco encontra para conseguir resultados positivos?
Doni - Na verdade foi um início de ano bastante complicado por conta das tantas contusões que os titulares tiveram. Passamos por isso e agora está todo mundo voltando. O treinador estava com dificuldades para escalar. Chegamos a jogar partidas com dois laterais na zaga e isso atrapalhou. Começamos o ano mal e o psicológico fica abalado, mas aos poucos estamos tentando melhorar.Terra - O time está sentindo a falta de Mancini e de Totti, que ainda não está muito bem?
Doni - A saída do Mancini foi complicada e a do Giuly também. Contratamos o Julio Baptista, por exemplo. Temos um bom elenco. É claro que o Mancini era muito importante, sentimos a falta dele sim, mas acho que as contratações supriram as necessidades. O Totti jogou pouco esse ano. É claro que a fase boa dele, quando ele está bem, melhora muito o time. O Júlio chegou e aqui o futebol é diferente. Estava na Espanha e já tinha jogado na Inglaterra. A adaptação está sendo um pouco rápida, mas chegou e se machucou também e agora esta voltando. Mas quando ele tiver bem, sei que tem potencial para ser titular. É forte, tem técnica e para nosso time é fundamental.Terra - Como foi a vitória sobre o Chelsea, time de Felipão e de tantos craques?
Doni - Era um jogo de vida ou morte. Precisava de uma vitória importante para dar uma animada no pessoal. Foi um jogo bom e o time estava bem fechado dentro do vestiário. Foi um jogo em que todos deram tudo de si. Tínhamos que ganhar e foi fundamental para nós.Terra - Mesmo tendo jogado em grandes clubes como Corinthians, Santos e agora na Roma, e tendo sido campeão com a Seleção você ainda é contestado por muitos. Por que ainda não conseguiu ganhar a confiança de todos?
Doni - Aqui na Itália já ganhei a confiança de todos. Tenho certeza disso. No Brasil é normal (desconfiança), porque ninguém acompanha o que acontece. Não tive a visibilidade que tive aqui. Fui para Seleção e passei por um momento complicado. Fui campeão da Copa América e depois não voltei mais. Mas aqui na Itália não me preocupo com isso.Terra - Quando jogou no Juventude, você ficou amigo do Antonio Carlos, agora diretor esportivo do Corinthians, e ele que te indicou para a Roma. Como foi sua transferência para a Roma?
Doni - Faz um tempo que não falo mais com ele. Jogamos juntos e ele me ajudou muito para vir aqui para Roma. Ele que fez todo o negócio e sempre serei muito grato a isso. Foi uma indicação dele e no começo fiz um contrato curto. Vi como uma oportunidade. E não larguei. Ainda bem que acabou dando certo.Terra - Você chegou a ver a atitude do Marcos na partida contra o Grêmio? O que achou?
Doni - Gosto do Marcão demais. Não sei como foi o jogo. Isso é de cada um. Não sei se iria para área também. Depende muito de um monte de coisas. Quando jogava no Corinthians eu ia. Inclusive teve uma vez que fui para área, acabei não conseguindo cabecear, mas quando eu estava voltando a bola sobre para mim e deu uma canelada para a lateral. O Rogério na época dominou, cruzou na área a acabou saindo o gol contra o Figueirense.Terra - Você aposta em alguém para ser campeão brasileiro?
Doni - Esse ano está bem legal. Não acompanho muito, mas vejo pela Internet, vejo os gols. Não tenho palpite não. De repente o São Paulo, mas tem o Luxemburgo no Palmeiras. Se tivesse que apostar meu dinheiro não apostaria não porque acho que essa disputa vai até a última rodada. Mas acho que o título fica entre Palmeiras e São Paulo.Terra - Como está as vésperas do clássico contra a Lazio? É pior que um Palmeiras e Corinthians?
Doni - O clima está bom. Está tudo tranqüilo. A Lazio está com um bom time esse ano. Mas o clássico é diferente. Até no ano passado eles estavam mal e acabaram ganhando da gente. É um jogo difícil e muito importante. A rivalidade é muita, mas é complicado você compara com um Palmeiras e Corinthians. Em São Paulo você joga vários clássicos no ano e isso acaba desvalorizando. Tem Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Paulista. Tem clássico que nem enche estádio, aqui dois três meses antes já estão falando. Mas a rivalidade é mais ou menos parecida.Terra - Qual você acha que foi sua melhor atuação em toda sua carreira?
Doni - Acho que a final da Copa América foi muito importante e a semifinal também. Fora os pênaltis, acabei fazendo grandes defesas na partida. Foi o jogo mais difícil da minha carreira, pela dificuldade, pela rivalidade com a argentina, pela tensão e por toda pressão.Terra - E essa invasão de brasileiros na Roma? Isso é bom ou ruim para o time? E para os jogadores? Se sentem mais em casa?
Doni - Certa vez a Roma chegou a ter nove brasileiros, mas no Milan também tem bastante. Aqui isso é normal. A Roma tem tradição nisso então sempre temos as portas abertas aqui. Aqui na Europa é normal. A qualidade dos brasileiros é inquestionável. Os times sempre procuram brasileiros. Mas tem jogadores de todos os lugares. A Inter de Milão, por exemplo, se tem italianos, são muito poucos. Mas isso de ter muitos brasileiros é muito bom, principalmente para nossa adaptação.Terra - Como que é amizade entre os tantos brasileiros quem têm aí na Roma?
Doni - Aqui o nosso grupo é muito bom, mas os brasileiros ficam mais juntos fora de campo. Tenho muitos amigos fora do futebol também e acaba ficando entre nós mesmos. Moramos todos bem próximos. Eu, Cicinho, Juan, Júlio Baptista temos filhos na mesma escola.Terra - Como você vê a situação de Totti, o maior ídolo da Roma. Um jogador que jogou praticamente toda sua carreira em um mesmo clube. Como ele é visto na Itália por torcedores de outros clubes?
Doni - Aqui na Itália ele é visto como um grande jogador, não só na Roma. É um cara que decidiu ficar no mesmo clube a carreira toda. E quando ele parar acredito que vai ser considerando o melhor de todos os tempos. É um símbolo do clube. Certeza que ele vai ficar trabalhando aqui quando ele parar.
Brasileiro ficará no clube italiano até a temporada 2012
O goleiro Doni acertou, nesta sexta-feira, a renovação de seu contrato junto à Roma. O novo compromisso será válido por mais três temporadas, terminando em meados de 2012.O jogador de 28 anos está há três temporadas no clube romano, onde vive a melhor fase de sua carreira. Pela Seleção Brasileira, Doni se destacou na conquista da Copa América 2007, disputada na Venezuela.
Revelado nas categorias de base do Paulista de Jundiaí, Doni começou como profissional no Botafogo, de Ribeirão Preto, time do interior de Estado de São Paulo. Jogando pelo Botafogo, destacou-se no Campeonato Paulista de 2001, com atuações destacadas em que defendeu alguns pênaltis, conquistando o vice-campeonato paulista daquele ano e também ganhando um prêmio de revelação do campeonato.
De lá foi para o Corinthians no mesmo ano, onde também ganhou títulos, como o Torneio Rio-São Paulo(2002) e Copa do Brasil(2002). No campeonato brasileiro de 2003, Doni era o grande nome para receber o prêmio Bola de Prata, da revista Placar, mas em um jogo contra o Santos agrediu fisicamente o jogador Fabiano, ficando muitos jogos sem atuar e acabou perdendo o prêmio para Rogério Ceni. Teve uma breve passagem pelo Santos, apesar de ter sido bastante criticado pela mídia da capital.
Após breve passagem pelo Cruzeiro, Doni jogou pelo Juventude, do Rio Grande do Sul, onde conheceu o zagueiro Antônio Carlos que o recomendou para a Roma-ITA, sua equipe atual. No futebol italiano, conseguiu maior reconhecimento. Com boas defesas e em boa fase, se cogitava até em uma possível cidadania italiana para ser reserva de Buffon na seleção Italiana, caso Dunga não o lembrasse em sua lista, porém acabou sendo convocado à seleção brasileira. Nesta, foi campeão da Copa América 2007, defendendo pênaltis também. Em 2007 também ficou no ranking dos melhores goleiros do Mundo, feito pela IFFHS. Embora com toda essa boa fase vivida e o tamanho reconhecimento no exterior, Doni continuou sendo alvo de críticas no Brasil, onde sempre foi muito perseguido.
Em 2009 teve uma contusão no joelho, o que impediu de ir para a Copa das Confederações daquele ano. Recuperado, teve problemas com seu time AS Roma pois foi vetado para jogar na seleção brasileira, nos amistosos contra a Inglaterra e Omã. No entanto, Doni não concordou com o veto e peitou a diretoria do clube, indo para os amistosos. A partir desse desentendimento, passou a ser reserva de outro goleiro brasileiro, o Júlio Sérgio. Esse fato foi lembrado por Dunga no dia 11 de maio de 2010 na sua convocação para a Copa do Mundo, onde Dunga disse ter sido uma atitude de patriotismo. Aos 30 anos, Doni irá disputar a sua primeira Copa do Mundo.
Totti: profissional, craque e... comediante!“A minha relação com o Totti é muito boa. Ele é realmente é o que aparenta, uma pessoa bem simples e humilde, que nem parece ter a moral que tem. Fala e brinca com todo mundo, além de ser super profissional, cumprindo os horários como todos, diferentemente de muitas estrelas por aí. Além disso, o Totti é um cara que fala errado o dia inteiro. Na verdade, ele nem fala italiano, ele fala “romano”. Eu já estou com dois anos de Itália e só agora estou entendendo o que ele diz... o Juan e o Cicinho, que não têm tanto tempo aqui, não entendem direito o que o Totti fala. Ele é muito engraçado.”
“Os treinos são normais, é como se estivéssemos no Brasil mesmo. Quanto mais brasileiros, melhor. Em relação a quem for jogar, é o técnico que decide. Na verdade, o pessoal daqui até pediu minha opinião sobre o Arthur, e eu disse que seria uma boa.”Briga brasileira no gol do Roma
Seleção brasileira“Não estou preocupado em ter ficado fora da última lista de convocados. Na verdade, o Jorginho até me ligou antes da última convocação para saber da minha situação. Daí falei a verdade, ou seja, que estava me recuperando de uma tendinite no joelho direito, sendo que também estava voltando de férias. Disputei a final da Supercopa com apenas três treinos e com dores. Ainda estou sentindo um pouco, mas já estou melhorando, pois estou fazendo um trabalho específico aqui. A seleção vai ter dois jogos importantes nas eliminatórias e precisa de jogadores que estejam 100%.”
Goleiro da seleção fez tratamento na Clínica Physio Athletic
O goleiro Doni, da Roma (ITA) e da seleção brasileira, curtiu poucos dias de férias em Ribeirão Preto (SP), mas não deixou de passar pela Clínica Physio Athletic, onde esteve sob os cuidados do fisioterapeuta Pericles Machado. Além de visitar o amigo dos tempos de Botafogo, Doni aproveitou para tratar uma pequena contratura muscular que sofreu durante uma pelada de confraternização que disputou com os amigos jogadores de Ribeirão.
“Doni já se recuperou e viajou para a Itália 100%”, afirma Péricles Machado.
DONI X JÚLIO SÉRGIO (ROMA)
O goleiro Doni era o titular da Roma até o final de 2009, quando aceitou uma convocação para a seleção brasileira a contragosto do time italiano. Depois disso, passou a amargar a reserva do seu compatriota Júlio Sérgio e, mesmo assim, foi convocado para ir para a Copa do Mundo da África do Sul. Na última temporada, Júlio Sérgio fez 30 partidas contra apenas sete de Doni. A disputa dentro de campo atrapalhou a convivência extra-campo dos atletas e, atualmente, os dois apenas se cumprimentam e um não fala sobre o outro. 
Goleiro
Doniéber Alexander Maragon
22/10/1979
Jundiaí-SP (Brasil)
1 Rio-São Paulo (02)
1 Copa do Brasil (02)
1 Paulista (03)
1 Supercopa da Itália ( 07)
2 Copas da Itália (06/07, 07/08)
1 Copa América (07)
Sem nunca ter sido unanimidade entre os torcedores brasileiros, o goleiro Doni curte a vida na Itália, onde defende a Roma desde 2005. A identificação com clube é tanta que o camisa 32 acaba de renovar contrato por mais cinco temporadas e, já aos 29 anos, faz planos de encerrar a carreira na equipe.
Em entrevista ao Terra, o jogador afirma que não se importa com as críticas dos brasileiros. "Aqui na Itália não me preocupo com isso. Já ganhei a confiança de todos por aqui", afirma Doni.
Diferente de muitos boleiros brasileiros que têm grande sucesso no futebol europeu, mas que gostariam de entrar em campo pela última vez na carreira vestindo as cores dos times que os consagraram, Doni pensa diferente. O goleiro quer "pendurar as luvas" na Itália.
"Voltar ao Brasil só para morar mesmo. Sinceramente quero encerrar por aqui mesmo. Quando cheguei sabia que ia ser difícil porque eu era desconhecido. Ninguém acompanha o futebol brasileiro. Só acompanham quem joga na Seleção ou na Europa. Cheguei como terceiro goleiro e sempre sonhei em um dia ser titular. A gente sempre sonha, mas não pensei que fosse tão rápido", comemorou o arqueiro, formado pelo Botafogo-SP.
Atualmente, Doni vive um momento distinto na Roma. Com apenas duas vitórias em dez partidas no Campeonato Italiano, a equipe comandada por Luciano Spalletti vive situação complicada na classificação, enquanto que na Copa dos Campeões, o time da capital italiana é segundo colocado no Grupo A, atrás apenas do Chelsea, adversário que foi derrotado pela própria Roma na rodada passada.
Doni acredita que esse péssimo momento no Italiano ocorre por conta das várias contusões que os titulares da Roma sofreram no início da temporada. "Passamos por isso e agora está todo mundo voltando. O treinador estava com dificuldades para escalar. Chegamos a jogar partidas que não tinha nenhum zagueiro e tivemos que colocar dois laterais e isso atrapalhou. Começamos o ano mal e o psicológico fica abalado, mas aos poucos estamos tentando melhorar".
Os reservas de Doni também são brasileiros: Júlio Sérgio, ex-Santos, e Arthur, ex-Cruzeiro e Coritiba. O fato é que a Roma é praticamente dominada pelos brasileiros. Além dos goleiros, a equipe conta com Juan, Cicinho, Filipe, Taddei e Júlio Baptista.
"Aqui isso é normal. A Roma tem tradição em contratar brasileiros, então sempre temos as portas abertas aqui. Os times sempre procuram brasileiros. Mas tem jogadores de todos os lugares do mundo. A Inter de Milão, por exemplo, se tem italianos, são muito poucos. Mas isso (de ter muitos brasileiros) é muito bom, principalmente para nossa adaptação", admite.
Confira a entrevista na íntegra:
Terra - Há quatro anos na Itália, você já está totalmente adaptado com o futebol e com a cultura?
Doni - Já me sinto em casa. É o quarto ano aqui e já estou bem adaptado com a cultura, com o clube, com futebol europeu. O início foi bem difícil porque o dia-a-dia é diferente e o futebol é bem diferente. Quando cheguei, tinha poucos goleiros do Brasil na Europa, não era com é hoje. Naquela época tinha um pé atrás, mas aos poucos fui ganhando uma confiança. É legal isso de ser um dos primeiros goleiros brasileiros na Europa. É sempre um início complicado. Um dos que abriram as portas foi o Dida. Hoje os goleiros chegam bem mais tranqüilos, com mais moral.
Doni - Já me sinto em casa. É o quarto ano aqui e já estou bem adaptado com a cultura, com o clube, com futebol europeu. O início foi bem difícil porque o dia-a-dia é diferente e o futebol é bem diferente. Quando cheguei, tinha poucos goleiros do Brasil na Europa, não era com é hoje. Naquela época tinha um pé atrás, mas aos poucos fui ganhando uma confiança. É legal isso de ser um dos primeiros goleiros brasileiros na Europa. É sempre um início complicado. Um dos que abriram as portas foi o Dida. Hoje os goleiros chegam bem mais tranqüilos, com mais moral.
Terra - Mesmo em um time grande como a Roma, você ainda sonha em jogar em algum outro clube do mundo?
Doni - Estou muito bem aqui, bem adaptado com a cidade, com clima. Minha família está muito bem. Acabei de renovar por mais cinco anos. Pretendo ficar e encerrar minha carreira por aqui. Já estou com 29 anos. Voltar ao Brasil só para morar mesmo. Sinceramente quero encerrar por aqui mesmo. Se eu tiver proposta para parar e se o Botafogo-SP tiver a oportunidade de me contratar eu iria para ficar alguns meses. Renovei agora e quando chega no momento de renovar acabam te ligando. Mas nunca dei muito espaço para especulações e sondagens. Não vou falar os times que entraram em contato comigo porque isso dá polêmica. Quando cheguei sabia que ia ser difícil porque eu era desconhecido. Ninguém acompanha o futebol brasileiro. Só acompanham quem joga na Seleção ou na Europa. Cheguei como terceiro goleiro. Sempre sonhei em um dia ser titular. A gente sempre sonha, mas não pensei que fosse não rápido.
Doni - Estou muito bem aqui, bem adaptado com a cidade, com clima. Minha família está muito bem. Acabei de renovar por mais cinco anos. Pretendo ficar e encerrar minha carreira por aqui. Já estou com 29 anos. Voltar ao Brasil só para morar mesmo. Sinceramente quero encerrar por aqui mesmo. Se eu tiver proposta para parar e se o Botafogo-SP tiver a oportunidade de me contratar eu iria para ficar alguns meses. Renovei agora e quando chega no momento de renovar acabam te ligando. Mas nunca dei muito espaço para especulações e sondagens. Não vou falar os times que entraram em contato comigo porque isso dá polêmica. Quando cheguei sabia que ia ser difícil porque eu era desconhecido. Ninguém acompanha o futebol brasileiro. Só acompanham quem joga na Seleção ou na Europa. Cheguei como terceiro goleiro. Sempre sonhei em um dia ser titular. A gente sempre sonha, mas não pensei que fosse não rápido.
Terra - O que está acontecendo com a Roma nesse início de Italiano? Quais são as dificuldades que o elenco encontra para conseguir resultados positivos?
Doni - Na verdade foi um início de ano bastante complicado por conta das tantas contusões que os titulares tiveram. Passamos por isso e agora está todo mundo voltando. O treinador estava com dificuldades para escalar. Chegamos a jogar partidas com dois laterais na zaga e isso atrapalhou. Começamos o ano mal e o psicológico fica abalado, mas aos poucos estamos tentando melhorar.
Doni - Na verdade foi um início de ano bastante complicado por conta das tantas contusões que os titulares tiveram. Passamos por isso e agora está todo mundo voltando. O treinador estava com dificuldades para escalar. Chegamos a jogar partidas com dois laterais na zaga e isso atrapalhou. Começamos o ano mal e o psicológico fica abalado, mas aos poucos estamos tentando melhorar.
Terra - O time está sentindo a falta de Mancini e de Totti, que ainda não está muito bem?
Doni - A saída do Mancini foi complicada e a do Giuly também. Contratamos o Julio Baptista, por exemplo. Temos um bom elenco. É claro que o Mancini era muito importante, sentimos a falta dele sim, mas acho que as contratações supriram as necessidades. O Totti jogou pouco esse ano. É claro que a fase boa dele, quando ele está bem, melhora muito o time. O Júlio chegou e aqui o futebol é diferente. Estava na Espanha e já tinha jogado na Inglaterra. A adaptação está sendo um pouco rápida, mas chegou e se machucou também e agora esta voltando. Mas quando ele tiver bem, sei que tem potencial para ser titular. É forte, tem técnica e para nosso time é fundamental.
Doni - A saída do Mancini foi complicada e a do Giuly também. Contratamos o Julio Baptista, por exemplo. Temos um bom elenco. É claro que o Mancini era muito importante, sentimos a falta dele sim, mas acho que as contratações supriram as necessidades. O Totti jogou pouco esse ano. É claro que a fase boa dele, quando ele está bem, melhora muito o time. O Júlio chegou e aqui o futebol é diferente. Estava na Espanha e já tinha jogado na Inglaterra. A adaptação está sendo um pouco rápida, mas chegou e se machucou também e agora esta voltando. Mas quando ele tiver bem, sei que tem potencial para ser titular. É forte, tem técnica e para nosso time é fundamental.
Terra - Como foi a vitória sobre o Chelsea, time de Felipão e de tantos craques?
Doni - Era um jogo de vida ou morte. Precisava de uma vitória importante para dar uma animada no pessoal. Foi um jogo bom e o time estava bem fechado dentro do vestiário. Foi um jogo em que todos deram tudo de si. Tínhamos que ganhar e foi fundamental para nós.
Doni - Era um jogo de vida ou morte. Precisava de uma vitória importante para dar uma animada no pessoal. Foi um jogo bom e o time estava bem fechado dentro do vestiário. Foi um jogo em que todos deram tudo de si. Tínhamos que ganhar e foi fundamental para nós.
Terra - Mesmo tendo jogado em grandes clubes como Corinthians, Santos e agora na Roma, e tendo sido campeão com a Seleção você ainda é contestado por muitos. Por que ainda não conseguiu ganhar a confiança de todos?
Doni - Aqui na Itália já ganhei a confiança de todos. Tenho certeza disso. No Brasil é normal (desconfiança), porque ninguém acompanha o que acontece. Não tive a visibilidade que tive aqui. Fui para Seleção e passei por um momento complicado. Fui campeão da Copa América e depois não voltei mais. Mas aqui na Itália não me preocupo com isso.
Doni - Aqui na Itália já ganhei a confiança de todos. Tenho certeza disso. No Brasil é normal (desconfiança), porque ninguém acompanha o que acontece. Não tive a visibilidade que tive aqui. Fui para Seleção e passei por um momento complicado. Fui campeão da Copa América e depois não voltei mais. Mas aqui na Itália não me preocupo com isso.
Terra - Quando jogou no Juventude, você ficou amigo do Antonio Carlos, agora diretor esportivo do Corinthians, e ele que te indicou para a Roma. Como foi sua transferência para a Roma?
Doni - Faz um tempo que não falo mais com ele. Jogamos juntos e ele me ajudou muito para vir aqui para Roma. Ele que fez todo o negócio e sempre serei muito grato a isso. Foi uma indicação dele e no começo fiz um contrato curto. Vi como uma oportunidade. E não larguei. Ainda bem que acabou dando certo.
Doni - Faz um tempo que não falo mais com ele. Jogamos juntos e ele me ajudou muito para vir aqui para Roma. Ele que fez todo o negócio e sempre serei muito grato a isso. Foi uma indicação dele e no começo fiz um contrato curto. Vi como uma oportunidade. E não larguei. Ainda bem que acabou dando certo.
Terra - Você chegou a ver a atitude do Marcos na partida contra o Grêmio? O que achou?
Doni - Gosto do Marcão demais. Não sei como foi o jogo. Isso é de cada um. Não sei se iria para área também. Depende muito de um monte de coisas. Quando jogava no Corinthians eu ia. Inclusive teve uma vez que fui para área, acabei não conseguindo cabecear, mas quando eu estava voltando a bola sobre para mim e deu uma canelada para a lateral. O Rogério na época dominou, cruzou na área a acabou saindo o gol contra o Figueirense.
Doni - Gosto do Marcão demais. Não sei como foi o jogo. Isso é de cada um. Não sei se iria para área também. Depende muito de um monte de coisas. Quando jogava no Corinthians eu ia. Inclusive teve uma vez que fui para área, acabei não conseguindo cabecear, mas quando eu estava voltando a bola sobre para mim e deu uma canelada para a lateral. O Rogério na época dominou, cruzou na área a acabou saindo o gol contra o Figueirense.
Terra - Você aposta em alguém para ser campeão brasileiro?
Doni - Esse ano está bem legal. Não acompanho muito, mas vejo pela Internet, vejo os gols. Não tenho palpite não. De repente o São Paulo, mas tem o Luxemburgo no Palmeiras. Se tivesse que apostar meu dinheiro não apostaria não porque acho que essa disputa vai até a última rodada. Mas acho que o título fica entre Palmeiras e São Paulo.
Doni - Esse ano está bem legal. Não acompanho muito, mas vejo pela Internet, vejo os gols. Não tenho palpite não. De repente o São Paulo, mas tem o Luxemburgo no Palmeiras. Se tivesse que apostar meu dinheiro não apostaria não porque acho que essa disputa vai até a última rodada. Mas acho que o título fica entre Palmeiras e São Paulo.
Terra - Como está as vésperas do clássico contra a Lazio? É pior que um Palmeiras e Corinthians?
Doni - O clima está bom. Está tudo tranqüilo. A Lazio está com um bom time esse ano. Mas o clássico é diferente. Até no ano passado eles estavam mal e acabaram ganhando da gente. É um jogo difícil e muito importante. A rivalidade é muita, mas é complicado você compara com um Palmeiras e Corinthians. Em São Paulo você joga vários clássicos no ano e isso acaba desvalorizando. Tem Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Paulista. Tem clássico que nem enche estádio, aqui dois três meses antes já estão falando. Mas a rivalidade é mais ou menos parecida.
Doni - O clima está bom. Está tudo tranqüilo. A Lazio está com um bom time esse ano. Mas o clássico é diferente. Até no ano passado eles estavam mal e acabaram ganhando da gente. É um jogo difícil e muito importante. A rivalidade é muita, mas é complicado você compara com um Palmeiras e Corinthians. Em São Paulo você joga vários clássicos no ano e isso acaba desvalorizando. Tem Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Paulista. Tem clássico que nem enche estádio, aqui dois três meses antes já estão falando. Mas a rivalidade é mais ou menos parecida.
Terra - Qual você acha que foi sua melhor atuação em toda sua carreira?
Doni - Acho que a final da Copa América foi muito importante e a semifinal também. Fora os pênaltis, acabei fazendo grandes defesas na partida. Foi o jogo mais difícil da minha carreira, pela dificuldade, pela rivalidade com a argentina, pela tensão e por toda pressão.
Doni - Acho que a final da Copa América foi muito importante e a semifinal também. Fora os pênaltis, acabei fazendo grandes defesas na partida. Foi o jogo mais difícil da minha carreira, pela dificuldade, pela rivalidade com a argentina, pela tensão e por toda pressão.
Terra - E essa invasão de brasileiros na Roma? Isso é bom ou ruim para o time? E para os jogadores? Se sentem mais em casa?
Doni - Certa vez a Roma chegou a ter nove brasileiros, mas no Milan também tem bastante. Aqui isso é normal. A Roma tem tradição nisso então sempre temos as portas abertas aqui. Aqui na Europa é normal. A qualidade dos brasileiros é inquestionável. Os times sempre procuram brasileiros. Mas tem jogadores de todos os lugares. A Inter de Milão, por exemplo, se tem italianos, são muito poucos. Mas isso de ter muitos brasileiros é muito bom, principalmente para nossa adaptação.
Doni - Certa vez a Roma chegou a ter nove brasileiros, mas no Milan também tem bastante. Aqui isso é normal. A Roma tem tradição nisso então sempre temos as portas abertas aqui. Aqui na Europa é normal. A qualidade dos brasileiros é inquestionável. Os times sempre procuram brasileiros. Mas tem jogadores de todos os lugares. A Inter de Milão, por exemplo, se tem italianos, são muito poucos. Mas isso de ter muitos brasileiros é muito bom, principalmente para nossa adaptação.
Terra - Como que é amizade entre os tantos brasileiros quem têm aí na Roma?
Doni - Aqui o nosso grupo é muito bom, mas os brasileiros ficam mais juntos fora de campo. Tenho muitos amigos fora do futebol também e acaba ficando entre nós mesmos. Moramos todos bem próximos. Eu, Cicinho, Juan, Júlio Baptista temos filhos na mesma escola.
Doni - Aqui o nosso grupo é muito bom, mas os brasileiros ficam mais juntos fora de campo. Tenho muitos amigos fora do futebol também e acaba ficando entre nós mesmos. Moramos todos bem próximos. Eu, Cicinho, Juan, Júlio Baptista temos filhos na mesma escola.
Terra - Como você vê a situação de Totti, o maior ídolo da Roma. Um jogador que jogou praticamente toda sua carreira em um mesmo clube. Como ele é visto na Itália por torcedores de outros clubes?
Doni - Aqui na Itália ele é visto como um grande jogador, não só na Roma. É um cara que decidiu ficar no mesmo clube a carreira toda. E quando ele parar acredito que vai ser considerando o melhor de todos os tempos. É um símbolo do clube. Certeza que ele vai ficar trabalhando aqui quando ele parar.
Doni - Aqui na Itália ele é visto como um grande jogador, não só na Roma. É um cara que decidiu ficar no mesmo clube a carreira toda. E quando ele parar acredito que vai ser considerando o melhor de todos os tempos. É um símbolo do clube. Certeza que ele vai ficar trabalhando aqui quando ele parar.
Brasileiro ficará no clube italiano até a temporada 2012
O goleiro Doni acertou, nesta sexta-feira, a renovação de seu contrato junto à Roma. O novo compromisso será válido por mais três temporadas, terminando em meados de 2012.
O jogador de 28 anos está há três temporadas no clube romano, onde vive a melhor fase de sua carreira. Pela Seleção Brasileira, Doni se destacou na conquista da Copa América 2007, disputada na Venezuela.
Revelado nas categorias de base do Paulista de Jundiaí, Doni começou como profissional no Botafogo, de Ribeirão Preto, time do interior de Estado de São Paulo. Jogando pelo Botafogo, destacou-se no Campeonato Paulista de 2001, com atuações destacadas em que defendeu alguns pênaltis, conquistando o vice-campeonato paulista daquele ano e também ganhando um prêmio de revelação do campeonato.
De lá foi para o Corinthians no mesmo ano, onde também ganhou títulos, como o Torneio Rio-São Paulo(2002) e Copa do Brasil(2002). No campeonato brasileiro de 2003, Doni era o grande nome para receber o prêmio Bola de Prata, da revista Placar, mas em um jogo contra o Santos agrediu fisicamente o jogador Fabiano, ficando muitos jogos sem atuar e acabou perdendo o prêmio para Rogério Ceni. Teve uma breve passagem pelo Santos, apesar de ter sido bastante criticado pela mídia da capital.
Após breve passagem pelo Cruzeiro, Doni jogou pelo Juventude, do Rio Grande do Sul, onde conheceu o zagueiro Antônio Carlos que o recomendou para a Roma-ITA, sua equipe atual. No futebol italiano, conseguiu maior reconhecimento. Com boas defesas e em boa fase, se cogitava até em uma possível cidadania italiana para ser reserva de Buffon na seleção Italiana, caso Dunga não o lembrasse em sua lista, porém acabou sendo convocado à seleção brasileira. Nesta, foi campeão da Copa América 2007, defendendo pênaltis também. Em 2007 também ficou no ranking dos melhores goleiros do Mundo, feito pela IFFHS. Embora com toda essa boa fase vivida e o tamanho reconhecimento no exterior, Doni continuou sendo alvo de críticas no Brasil, onde sempre foi muito perseguido.
De lá foi para o Corinthians no mesmo ano, onde também ganhou títulos, como o Torneio Rio-São Paulo(2002) e Copa do Brasil(2002). No campeonato brasileiro de 2003, Doni era o grande nome para receber o prêmio Bola de Prata, da revista Placar, mas em um jogo contra o Santos agrediu fisicamente o jogador Fabiano, ficando muitos jogos sem atuar e acabou perdendo o prêmio para Rogério Ceni. Teve uma breve passagem pelo Santos, apesar de ter sido bastante criticado pela mídia da capital.
Após breve passagem pelo Cruzeiro, Doni jogou pelo Juventude, do Rio Grande do Sul, onde conheceu o zagueiro Antônio Carlos que o recomendou para a Roma-ITA, sua equipe atual. No futebol italiano, conseguiu maior reconhecimento. Com boas defesas e em boa fase, se cogitava até em uma possível cidadania italiana para ser reserva de Buffon na seleção Italiana, caso Dunga não o lembrasse em sua lista, porém acabou sendo convocado à seleção brasileira. Nesta, foi campeão da Copa América 2007, defendendo pênaltis também. Em 2007 também ficou no ranking dos melhores goleiros do Mundo, feito pela IFFHS. Embora com toda essa boa fase vivida e o tamanho reconhecimento no exterior, Doni continuou sendo alvo de críticas no Brasil, onde sempre foi muito perseguido.
Em 2009 teve uma contusão no joelho, o que impediu de ir para a Copa das Confederações daquele ano. Recuperado, teve problemas com seu time AS Roma pois foi vetado para jogar na seleção brasileira, nos amistosos contra a Inglaterra e Omã. No entanto, Doni não concordou com o veto e peitou a diretoria do clube, indo para os amistosos. A partir desse desentendimento, passou a ser reserva de outro goleiro brasileiro, o Júlio Sérgio. Esse fato foi lembrado por Dunga no dia 11 de maio de 2010 na sua convocação para a Copa do Mundo, onde Dunga disse ter sido uma atitude de patriotismo. Aos 30 anos, Doni irá disputar a sua primeira Copa do Mundo.
Totti: profissional, craque e... comediante!
“A minha relação com o Totti é muito boa. Ele é realmente é o que aparenta, uma pessoa bem simples e humilde, que nem parece ter a moral que tem. Fala e brinca com todo mundo, além de ser super profissional, cumprindo os horários como todos, diferentemente de muitas estrelas por aí. Além disso, o Totti é um cara que fala errado o dia inteiro. Na verdade, ele nem fala italiano, ele fala “romano”. Eu já estou com dois anos de Itália e só agora estou entendendo o que ele diz... o Juan e o Cicinho, que não têm tanto tempo aqui, não entendem direito o que o Totti fala. Ele é muito engraçado.”
“Os treinos são normais, é como se estivéssemos no Brasil mesmo. Quanto mais brasileiros, melhor. Em relação a quem for jogar, é o técnico que decide. Na verdade, o pessoal daqui até pediu minha opinião sobre o Arthur, e eu disse que seria uma boa.”Briga brasileira no gol do Roma
Seleção brasileira
“Não estou preocupado em ter ficado fora da última lista de convocados. Na verdade, o Jorginho até me ligou antes da última convocação para saber da minha situação. Daí falei a verdade, ou seja, que estava me recuperando de uma tendinite no joelho direito, sendo que também estava voltando de férias. Disputei a final da Supercopa com apenas três treinos e com dores. Ainda estou sentindo um pouco, mas já estou melhorando, pois estou fazendo um trabalho específico aqui. A seleção vai ter dois jogos importantes nas eliminatórias e precisa de jogadores que estejam 100%.”
| Goleiro da seleção fez tratamento na Clínica Physio Athletic O goleiro Doni, da Roma (ITA) e da seleção brasileira, curtiu poucos dias de férias em Ribeirão Preto (SP), mas não deixou de passar pela Clínica Physio Athletic, onde esteve sob os cuidados do fisioterapeuta Pericles Machado. Além de visitar o amigo dos tempos de Botafogo, Doni aproveitou para tratar uma pequena contratura muscular que sofreu durante uma pelada de confraternização que disputou com os amigos jogadores de Ribeirão. “Doni já se recuperou e viajou para a Itália 100%”, afirma Péricles Machado. |
DONI X JÚLIO SÉRGIO (ROMA)
| O goleiro Doni era o titular da Roma até o final de 2009, quando aceitou uma convocação para a seleção brasileira a contragosto do time italiano. Depois disso, passou a amargar a reserva do seu compatriota Júlio Sérgio e, mesmo assim, foi convocado para ir para a Copa do Mundo da África do Sul. Na última temporada, Júlio Sérgio fez 30 partidas contra apenas sete de Doni. A disputa dentro de campo atrapalhou a convivência extra-campo dos atletas e, atualmente, os dois apenas se cumprimentam e um não fala sobre o outro. |










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